sábado, 23 de junho de 2007

Ballet Bolshoi

Domingo passado estive na apresentação gratuita do ballet Bolshoi no bairro Santo Antônio em Vitória.
Foi emocionante ver aquele palco iluminado, as bailarinas com vestidos impecáveis, aquela multidão atenta e ávida por arte...ou talvez somente por lazer gratuito. Não pude deixar de reparar, ao lançar o olhar à minha volta nos morros que nos circundavam. Casas ainda sem reboco, sem pintura, simples mesmo...E foi impossível não contemplar aquele momento como único talvez na história daquele bairro. Sem drama, mas foi bonito. Muitas daquelas pessoas ali, assim como eu, não tiveram condições de sentar em um teatro com ar condicionado e pagar cem reais para ver a apresentação, mas tenho certeza que se emocionaram com a "Chopiniana" tanto quanto quem teve condições.

Admito que no iníicio da apresentação tive um olhar meio crítico por causa de um vídeo sobre a Escola Bolshoi no Brasil. Soou muito como um projeto social, uma caridade da Russia com um país em desenvolvimento. No fundo, orgulho ferido por não ver no meu país a dita arte clássica (será que mais bonita que a popular?) tão desenvolvida e incentivada. Mas depois entendi que mesmo que fosse obra de caridade com as nossas crianças carentes que entravam na Escola, qual o problema? Não vivo falando bem de projetos positivos por aqui? Pois é...o trabalho da Escola é bacana e vale a pena conferir...

O espetáculo é maravilhoso... E pelo amor, não acreditava que alguém poderia voar até esse dia...fala sério...aqueles bailarinos pareciam penas!

bjinhuuusss

Fico devendo as fotos...

Ocupação da Ufes 2

A reitoria da Ufes cotinua ocupada...
As posições dentro da universidade continuam divididas...

Se por um lado rola uma gratidão à galera que deu a cara à tapa e foi lá reinvindicar os nossos direitos (e isso devemos reconhecer) por outro, ainda tem muita gente criticando a desorganização, a falta de preparo da equipe de comunicação (desculpe queridos amigos) e algumas atitudes dentro do prédio como pequenas depredações.

Mas a verdade é que realmente como está a situação dentro da universidade, não dá pra ficar. As reinvidincações são justas e devem ser ouvidas com respeito pela reitoria. Pra mim, a mais grave de todas elas é a falta de moradia estudantil. A UFES é a única universidade do ES e fica localizada em uma parte da capital de elevado poder aquisitivo e é quase impossível para os estudantes, principalmente aqueles que vêm do interior, arranjar grana para pagar alimentação, moradia e gastos com o curso. Muita gente nem presta vestibular (e sobram vagas em certos cursos) porque não têm como se manter na capital.

Bom, eu não nasci com o tino político muito aguçado. Não sou daquelas que tem coragem de invadir uma reitoria e mesmo se reprovo algumas atitudes das pessoas envolvidas (que acabam retirando credibilidade do movimento), não possO deixar de dizer que a luta é justa, ao meu ver.

Vamos esperar pra ver o que acontece...

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Publicando...

O CAJUN está caminhando?
Projeto une Prefeitura, comunidade e empresas em torno de um objetivo comum


Logo do lado de fora já é possível ouvir o grito das crianças e a música alta de festa junina que anima o ensaio da coreografia do lado de dentro. Estamos no bairro Sólon Borges, em Vitória, um dos doze a abrigar o projeto social para o qual nos dirigimos, o Caminhando Juntos (Cajun).
O projeto teve suas origens em 1995, com a intenção de disponibilizar, dentro dos próprios bairros, espaços físicos onde crianças e adolescentes em risco social pudessem desenvolver, no horário extra-escolar, atividades culturais e esportivas que as protegesse e resgatasse do apelo às drogas e das ruas.
O Cajun de Sólon Borges, por exemplo, atende hoje a 293 alunos nos períodos matutino e vespertino, e oferece oficinas de música, teatro, capoeira, circo, informática e aulas de educação física. Segundo Feliciano Monteiro, 60, coordenador desse Cajun, o projeto sobrevive com verbas da Prefeitura, principalmente para a manutenção do prédio, e com a importante ajuda das parcerias privadas e não-governamentais, que provêem os materiais necessários para as oficinas, desde tinta a instrumentos musicais. A grande maioria dos funcionários é paga pela Fundação Fé e Alegria. Somente os professores de Educação Física são contratados da Prefeitura.
Ludvig Schneider, 31, é professor de música, e há cinco meses trabalha na unidade de Sólon Borges. Para ele, o mais interessante de fazer parte de um Cajun é poder “atuar na minha área numa função social”.
A unidade de Sólon Borges conta com uma biblioteca, montada por doações, que disponibiliza livros didáticos e para-didáticos para as crianças. Também é oferecido atendimento psicológico e acompanhamento com assistentes sociais, às crianças e às famílias. Para participar, a única exigência é que a criança esteja freqüentando a escola.
O projeto tem reinserido socialmente muitas crianças e adolescentes. 112 deles já foram indicados para trabalho em sindicatos (como o Sindbares) e para a Infraero, e muitos outros participam de iniciativas como o Primeiro Emprego e o projeto Vale Música.
Mas nem tudo são flores. Às vezes, como nos conta o coordenador, é difícil conseguir professores voluntários, já que a maioria deles presta o serviço com a intenção de serem contratados futuramente. Para Feliciano, “Este é o melhor projeto da Prefeitura”, mas o que ela está fazendo não é substancial. “Temos seis professores, enquanto precisaríamos de 12. O problema é que a prefeitura não escuta muito a nossa parte”, afirma.
A receptividade da comunidade é excelente. Ao sairmos do Cajun, encontramos várias moradores da região que só tinham elogios ao projeto, e que inclusive tinham interesse que seus filhos participassem. Parceiros existem, prova mais do que suficiente de que o projeto funciona. Mas, como nos disse Feliciano, “Quando se mistura política com projeto social, a coisa começa a desandar”. Comunidade, prefeitura e instituições privadas unidas em favor de um interesse único. Que esse interesse continue sendo o mesmo por mais algum tempo, não se pode garantir. Mas a tentativa está aí, pra servir de exemplo.
por Cibele Lana e Nadia Baptista

domingo, 3 de junho de 2007

Ufes...

E os problemas na Ufes continuam...

Não é só na USP que a coisa tá feia.
A onda de greves chegou até Vitória e os servidores da Ufes resolveram aderir. Vários departamentos, núcleos, RU e pra nós o mais grave, a biblioteca, estão fechados.
Como se não bastasse dois dos nossos professores, por motivos diferentes, estão saindo dos seus departamentos e só Deus sabe quando teremos novos no lugar...é enrolação pra mais de metro.
O caos com o trânsito dentro da Universidade continua... As previsões para o término das obras na Fernando Ferrari são um enigma. Enquanto isso, ficamos dando voltas e voltas e voltas para nos deslocarmos...

E, é claro...os banheiros continuam sem papel higiênico!

Pelo menos os professores continuam dando aula...e algumas tem sido excelentes ultimamente.

Essa semana aconteceu um encontro da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa. Só consegui participar de duas partes, mas foram bem interessantes. Importante saber que tem mídia de olho na mídia e provocando mudanças nas editorias por conta de fiscalização.
Minha pesquisa de iniciação ciêntífica será bem nessa área, então gostei de ouvir as experiências da galera de outros estados.

É isso...

A vontade de atualizar todos os dias continua...tá faltando disponibilidade mesmo!

bjuuuss

Parabéns Flavinha!! E não se esqueça que nossos presentes foram interesseiros! kkkkkk

sábado, 26 de maio de 2007

Colaborar



Dei uma sumidinha semana passada porque estava participando de um Seminário Internacional aqui em Vitória sobre "A constituição do comum: comunicação e cultura na cidade." Queria ter feito uma cobertura pelo blog, mas a correria não me permitiu. O porto de Vitória virou a minha casa durante cinco dias e os PFs do centro a minha mesa da cozinha.

Mas o seminário foi bacana. Algumas palestras eram de nível intelectual bem alto para a minha pessoa e nessas era fácil dispersar os pensamentos (que por sinal íam longe....). Calma, calma...consegui acompanhar a maioria das exposições e já deu pra perceber que estou levando uma carga cultural a mais nas costas dps dessa semana.

Pois e galera...emprego hoje não garante integração social, cidadania sim. Os mestres da área do "comum" destacaram bastante a importância do jornalismo cidadão, ou colaborativo, no qual há uma mobilização de muitos para a conscientização de tantos outros muitos. O conhecimento não é público nem privado, é comum. E não é só a grande mídia que detém o poder de crítica, mas cada um de nós, como bem disse Andrea Fumagalli (nosso amiguinho italiano que falou em francês). Por isso, é importante colaborar com as mídias alternativas!

E por isso tbm é tão importante a democratização da comunicação, para que haja participação e para que as idéias, compartilhadas, se multipliquem. Esse exemplo foi bacana demais no último dia. Um professor da Cásper Líbero, falando de softwares livres, código-aberto etc, disse assim:

quando você tem uma maça e o seu amigo outra e vocês compartilham essas maçãs, os dois continuam com uma maçã cada uma. Mas quando você tem uma idéia e o seu amigo outra, quando vocês compartilham essas idéias, cada um passa a ter duas idéias.

E é essa lógica de participação, de compartilhamento, que tem transformado o ambiente da internet em espaço para mídias alternativas tão excepcionais como o Overmundo, o Jamendo, o Videolog, o Intervozes, a Wikipedia, o ohmynews, os blogues e também iniciativas como o Creative Commons.
E isso tudo, inegavelmente tem ampliado o acesso à cultura. A internet é ainda um meio muito reservado às classes altas da sociedade, mas tem se popularizado em um espaço de tempo arrasadoramente menor do que qualquer outro meio e agrupa em uma mesma esfera democracia, produção e comunicação. Sem dúvidas, uma nova forma de exercer poder, mas um poder colaborativo na maioria das vezes, na medida em q rompe com o oligopólio da informação.

Eles defendem que a internet é o grande agente de cultura hoje, de reprodução e de transformação social. É...gostaria de escutar "o outro lado", mas por enquanto estou concordando...
Inclusão digital é igual a ampliação da cidadania?

"Colaborar hoje na rede é mais eficiente do que competir."

(tudo o que escrevi aí foi baseado nas idéias que escutei no seminário, oks galera? nada fala puramente minha...mas não quis ficar citando os cabeções lá...preguiça mesmo...mas no blog do evento vcs encontram tudinho... http://ocomum.wordpress.com

("mas nada é mais divertido do que fechar os olhos e deixar o mundo de lado...eu não quero acordar, eu quero dormir e sonhar...") Zueira...é só sono mesmo...


bjuuussssssss

sábado, 19 de maio de 2007

Muitos micos, um Ideal.



Hoje vivenciei uma experiência no mínimo...diferente. Com o grupo de jovens de um movimento do qual participo montamos uma peça de teatro em praça pública. A preparação já havia começado há muito tempo e as idéias não foram poucas. No fim, decidimos realizar oficinas de arte no meio da praça dos Namorados. Cada oficina seria responsável por uma parte do teatro. Um grupo ensaiou os textos, um outro fez o figurino, um outro a coreografia, alguns cuidaram da sonoplastia e ainda outros se viraram em mil e fizeram de tudo! Conseguimos envolver poucas pessoas, mas já ficamos satisfeitos por poder falar de fraternidade pra essas poucas. O importante é que a "sementinha foi plantada".

Tá...tudo muito lindo, mas vamos combinar que nós pagamos muito mico! kkkkk....mas foi um mico saudável e que valeu muito a pena! Porque na verdade esse "mico" significou o nosso "dar a cara a tapa" por um grande Ideal. E vamos combinar de novo....quem hoje em dia é sortudo em ter um grande Ideal? Quantos jovens você conhece que se "arriscam" publicamente a fim de expor aquilo em que acreditam, sem medo da não-reciprocidade ou da acolhida?
Pois eh...o Stephen Kanitz perguntava em seu artigo essa semana quem eram os pequenos heróis de hoje, as pessoas felizes, cujos exemplos de vida serviriam de lição. Se me permitem puxar a sardinha pro meu lado, meus pequenos heróis são esses meus amigos, tão normais quanto quaisquer outros, mas potencialmente diferentes por aquilo que trazem dentro do coração. E não é pouco amor não, viu!
A galera cantou, dançou, cortou e colou pra falar de respeito mútuo, de igualdade social, de superação e auto-estima, de esperança, de Deus.

"Construir esses fragmentos de fraternidade faz despontar no coração de muitos a vontade de lutar pela unidade da família humana e de dar testemunho ao mundo de que ser iguais, sentir-se filhos de um mesmo Pai, pode ser uma realidade amanhã se plantarmos a semente hoje."

Bom, triste é ver tantos por aí sem ideais, largados à lógica do consumismo selvagem que preenche os desejos com vazio e que em nome da novidade desconstrói os valores morais. Engraçado é pagar "mico" em praça pública e sair feliz, se sentindo "por cima" por acabar fazendo um exame de consciência e chegando à conclusão de que sua vida não está sendo em vão.


P.S: Peculiaridade de hoje:

eu me vesti de "pedra" em praça pública e fiz publicidade dentro do "Bob's".

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Santo forte



Então...em menos de uma hora, quase morri duas vezes ontem. Por isso, hoje o post é dedicado ao meu santo forte! hehehe
Primeiro quase tive um infarto...meu coração bateu tão forte que eu pensei que ele estivesse saindo correndo pra ir disputar a prova de 100m rasos lá no Pan. Notícia bombástica, mas confidencial para os curiosos de plantão.
Depois, passo em frente a um clube, onde estava terminando uma festa, bem devagarzinho com o carro pra não atropelar ninguém. Chego em casa cinco minutos após e, como noticia ruim chega depressa (voando, correndo, telepaticamente), fico sabendo que um menino foi assassinado ali na porta do clube naquele intervalo de tempo de cinco minutos em que eu chegava em casa. (Inclusive, meus pêsames à família...eram nossos conhecidos).

Mas como após uma derrota, sempre sucede uma vitória, o dia hoje foi tranquilíssimo. Vi várias portas se abrirem com relação a planos tão desejados. Pois é..talvez a iniciação dê certo. Vi o carinho dos amigos chegar de forma tão inesperada e tão acolhedora. Amiguinhos, vcs mandaram bem. Valeu mesmo pelo apoio.

E pra completar, vi um professor emocionado (pra não dizer chorando) ao nos contar do esforço de conseguir pro nosso bem, junto à burocracia da Ufes, a verba para o nosso jornal.
Pow, esse merece a nossa admiração. Conquistou total a gente!

Então tá...créditos pra quem tirou essa foto maravilhosa: eu! kkkkkk

post relax hj viu...to gripada e sem oxigenio no cérebro não dá pra pensar em coisas elaboradas demais.

bjuuussss

fui amando.....